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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

2010 está a acabar

Há dias estive a fazer a minha reflexão sobre o ano 2010. Foi de facto um ano onde muitas coisas aconteceram. Desde uma mudança radical de profissão até a inauguração do escritório. Inclusivamente recebi o prémio de melhor Rookie do Ano 2010 da ActionCOACH Portugal.

Há dias participei num evento da Ignite Portugal onde partilhei com a plateia 20 estratégias ou boas práticas para uma PME combater a crise. As estatísticas apontam que entre Outubro de 2009 e Outubro de 2010 mais de 40.000 PME's (num total de 800.000) encerraram a sua actividade. Representa 5%. Tenho ideia de que percentualmente mais multinacionais fecharam as suas portas.
Vejam as minhas boas práticas de 2010 que aconselho a todos os empresários:
1. Atitude, uma atitude mais óptimista pode mudar tudo... Sem isto é impossível liderar uma equipa, nem motivar a equipa. Os vencedores vêem o copo meio cheio enquanto que as vítimas vêem o copo meio vazio. Decerto que não é fácil, mas sim importantíssimo.
2. Ciclo económico, tal como a formiga que prepara sempre a estação seguinte, é preciso entender quando devemos semear, trabalhar, colher e armazenar. Trabalhar no tempo certo, para que não nos falte com o que viver no futuro.
3. Temos de dar 100%, AGORA. Só podemos actuar no presente para alterar o rumo a um futuro melhor, aprendendo com o passado.
4. Capacidade de resposta. Se as circunstâncias são iguais, o nosso sucesso depende apenas da nossa resposta a essas circunstâncias. Se a crise é para todos, o sucesso só depende do nosso trabalho.
5. Diversificar. Se servirmos clientes ou mercados distintos, é provável que estejam num ciclo económico diferente. 
6. Fórmula de sucesso: SER x FAZER = TER. É preciso focar no que queremos ter, estabelecer objectivos SMART e avaliar o que é necessário para os alcançar e mais importante analisar que competências é que necessitamos para o fazer!
7. S.O.P.A, a nossa capacidade de trabalho depende da capacidade de planeamento qua por sua vez depende da capacidade de estabelecer objectivos, e que, por fim depende da nossa capacidade de SONHAR!
8. Auto-desenvolvimento. O nosso negócio só consegue crescer se nós também crescemos através de conhecimento (livros e pessoas).
9. Chassis de negócio. Enquanto empresário devemos trabalhar o chassis, 5 formas para alcançar mais resultados e mais lucros. Trabalhar O negócio em vez de trabalhar NO negócio.
10. Custo de aquisição. A nossa força de vendas tem como objectivo comprar clientes. Parece estranho mas não é. Nós não devemos vender mas sim aconselhar um prospecto a comprar. Isto requer investimento em tempo e marketing.
11. Valor acumulado. Devemos avaliar os nossos clientes pelo valor potencial através da sua rede de fornecedores e clientes. Estudos apontam que é 6x mais barato trabalharmos com os nossos clientes existentes do que atrair mais clientes.
12. Relacionamentos. Devemos pensar numa situação Ganho-Ganho, mas mais importante ainda, é preciso "dar" primeiro.
13. Gratidão e Celebração. Qual foi a última vez que enviou um postal de agradecimento aos clientes? Agradecer é um passo importante na construção da relação.
14. Alavancagem. Devemos sempre encontrar formas de multiplicar os resultados. O recurso mais escasso, o nosso tempo, tem de ser alavancado para podermos trabalhar no negócio, gerir o negócio e mais importante, trabalhar o negócio. A disfunção tripolar (técnico / gestor / empreendedor) é um factor crítico de sucesso.
15. Marketing e Publicidade. É uma excelente forma de alavancar mas aplicando as regras básicas. Em primeiro lugar devemos escolher o mercado alvo ou nicho e onde ele está mais concentrado, para posteriormente escolhermos qual a via de comunicação e não ao contrário.
16. Estratégia 10x10. A diversificação aplica-se também na formas em como gerar contactos, ou em como converter prospectos em clientes. Nunca devemos apostar somente numa estratégia. Devemos no entanto procurar formas de testar e medir o retorno para validar as estratégias testadas.
17. Ciclo do negócio. Outra forma de alavancar é através da nossa equipa. O empresário sozinho não consegue servir o cliente e para manter a consistência do serviço, a sistematização do serviço e formação do staff são factores críticos de sucesso.
18. Presença activa na Net. Devemos aproveitar a nova era digital com as ferramentas disponíbilizadas por forma construir a nossa base de dados interactiva usando plataformas como a LinkedIn, Facebook, Blogger, Youtube, etc. É importante conhecermos muitas pessoas, mas também é importante ser-se conhecido.
19. Contrate um Coach. Ter um coach de negócios funciona tal como um atleta de competição tem o seu treinador. Terum Coach deixou de ser um luxo, é uma necessidade. É um luxo não precisar de um. 
20. Acção Massiva resulta. Repetir as boas práticas de uma forma disciplinada resulta em excelentes resultados.

Tenho a certeza que quem seguir estas 20 boas práticas de uma forma consistente, a ano 2011 será um ano fantástico!


Se alguém quiser ver a apresentação feita na IGNITE Portugal no passado dia 15 de Dezembro, basta clicar aqui.


Desejo-vos a todos um excelente natal e um feliz ano novo!


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domingo, 21 de março de 2010

Redes Sociais, Impacto no Negócio


É impossível ignorar as redes sociais (Facebook, Twitter, LinkedIn, Youtube, etc). A palavra de ordem nas empresas é “experimentar”. Estamos numa era digital onde a transparência e relações pessoais são factores essenciais para poder utilizar as redes sociais para fins profissionais (marketing, publicidade, vendas, etc). Para quem ainda não está familiarizado com os conceitos, vejam um pequeno resumo das 4 redes que eu pessoalmente considero mais interessantes:
O Facebook, é um website de relacionamento social lançado em 2004 contando actualmente com mais de 400 milhões de utilizadores em todo o mundo e quase 2 milhões de utilizadores em Portugal. Também é considerado uma rede com características únicas que as empresas devem utilizar focalizando-se num público mais jovem, mais dinâmico e mais proactivo. O público do Facebook adere, partilha e aceita desafios, mas é preciso cativar a sua atenção. É preciso haver interacção entre os utilizadores e as marcas. Utilizando a rede Facebook, as empresas podem:
- Envolver jovens com a marca/empresa/serviço
- Comunicar novos serviços
- Comunicar novas campanhas
- Criar anúncios segmentados 
- Recolher informação sobre o seu “alvo”

O Twitter é uma rede social para microblogging também chamado SMS da Internet e foi criado em 2006. Em todo o globo tem cerca de 5 milhões de utilizadores. Nesta rede, as empresas devem estar presentes, mas têm que ter a noção que é uma rede muito dinâmica, que gera um grande “buzz” na internet através da funcionalidade (re)tweet. É uma rede muito importante para obter feedback dos nossos clientes e como tal, é um ponto importante saber quem nos segue. Temos que saber quem está na nossa rede e devemos manter essa rede controlada.
O Twitter é uma rede importante para: 
- Gerar BUZZ
- Comunicar novos serviços
- Comunicar novas campanhas
- Recolher informação sobre o público-alvo

O YouTube é um site que permite que os seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital. Foi fundado em fevereiro de 2005. O Youtube é das principais “ferramentas” de Marketing Viral, existem imensos casos de sucesso, de campanhas promovidas, especificamente para o Youtube. Um vídeo, eficazmente, criado para o Youtube, pode atingir mais utilizadores do que a televisão, para além da sua particularidade global – pode ser acedido de qualquer parte do mundo. O Youtube também nos permite obter muita informação, credível, sobre os utilizadores.
Devemos utilizar o Youtube para;
- Comunicar novas campanhas 
- Criar acções de marketing viral
- Permitir que os utilizadores partilhem vídeos
- Para aparecer nas pesquisas dos motores de busca

O LinkedIn é uma rede de negócios lançada em Maio de 2003. É comparável às redes de relacionamentos, e é principalmente utilizada por profissionais. Em Novembro de 2007, tinha mais de 16 milhões de usuários registados, abrangendo 150 indústrias. O público do Linkedin é um público que aproveita esta rede para partilhar e adquirir conhecimento. É uma rede que nos permite ganhar visibilidade junto dos nossos pares e sermos reconhecidos no mercado em que estamos inseridos. Como nas restantes redes, é importante conhecermos a nossa rede de contactos e termos um objectivo definido. Esta rede apresenta profissionais de todos os sectores, de diversas idades, mas podemos caracterizar os seus utilizadores, como um segmento com poder de compra e forte capacidade de influência. Embora exista um pouco de tudo, o que se diz no Linkedin, para muita gente, é credível.
Devemos utilizar o Linkedin para;
- Estabelecer contactos profissionais
- Dinamizar utilizadores com poder de compra
- Promover acções para produtos mais selectivos e específicos
- Partilhar conhecimento e Know How com os clientes e potenciais clientes

Todas as redes sociais (apenas referi algumas) podem ter um papel decisivo no desempenho da empresa, mas é importante que os objectivos estejam bem definidos para cada rede. Cada rede social tem a sua particularidade e devemos ter noção de que a estratégia deve ser focalizada no “target” existente em cada rede. O Networking promove a capacidade que temos para dar resposta aos nossos utilizadores, ou seja, temos que estar presentes e fazer sentir aos utilizadores a importância da sua participação na marca/empresa/produto/serviço. Aconselho a todas as empresas estarem nas redes sociais e motivarem os seus colaboradores a estarem activos nas redes, o importante é saber traçar uma cultura empresarial para esta finalidade. Um colaborador a dizer “asneiradas” nas redes sociais, poderá ser um perigo para qualquer companhia. É importante formar as equipas para saberem estar nas diferentes redes sociais, lembrando-os que em todas as redes há clientes e potenciais clientes para trabalhar, diariamente.

O Soren Gordhamer considera as seguintes mudanças causadas pelas redes sociais nas empresas:
1- “Trying to sell” vs “Make Connections”. As pessoas adoram comprar mas não gostam de serem levadas a comprar, portanto, é preciso interagir socialmente para que as pessoas conheçam quem estiver do outro lado a representar uma marca e vice-versa.
2- “Large Campaigns” vs “Small Acts”. Enquanto antigamente havia poucos canais informativos com elevados custos para a transmissão de uma mensagem, hoje em dia, qualquer notícia divulgada online é quase gratuita e extremamente veloz.
3- “Controlling our image” vs “Being ourselves”. Nesta nova era digital é extremamente difícil controlar-se uma imagem de uma empresa, será mais fácil deixar as pessoas defender essa imagem através de uma cultura empresarial focada nas redes sociais, porque no final de contas, as pessoas é que fazem as empresas.
4- “Hard to reach” vs “Available Everywhere”. É necessário deixar às pessoas a escolha qual a via de comunicação com a empresa. Seja qual for a rede social, convém estar presente onde houver essa necessidade.

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O que é um COACH?

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